quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Imóveis maiores não vendem, e apartamentos de um dormitório viram tendência

Imóveis maiores não vendem, e apartamentos de
um dormitório viram tendência

 
Há uns 20 anos, quem queria comprar um imóvel procurava casas com, pelo menos, dois quartos e um quintal para os filhos brincarem. Porém, o perfil das propriedades mudou: só na cidade de São Paulo, de acordo com o Balanço do Mercado Imobiliário 2013 do Secovi -SP (Sindicato da Habitação), foram vendidas 8,9 mil unidades de um dormitório, mais do que o dobro registrado no ano anterior.
Já o número de lançamentos de imóveis com um quarto teve um crescimento superior a 90% entre 2012 e 2013 em São Paulo. No ano passado, foram lançados cerca de dez imóveis desse tipo, representando 28% do total, sendo que entre 2004 e 2012 os apartamentos de um quarto não chegavam a 10% dos imóveis lançados.
Para diretor de relações institucionais da imobiliária Paulo Roberto Leardi, Germano Leardi Neto, são vários os motivos que ajudam a explicar essa tendência. "Uma primeira explicação envolve o boom do mercado imobiliário no Brasil nas grandes capitais. Com a maior facilidade de acesso ao crédito imobiliário, tanto pelos bancos públicos quanto nos privados, os lançamentos aumentaram, assim como a procura dos clientes", afirma.
Isso significou, na prática, uma pressão pelo aumento do metro quadrado em toda cidade. Como os lançamentos de um dormitório se concentram em bairros mais comerciais, que já possuem área mais valorizada, isso trouxe lucratividade maior para as construtoras. O preço médio do metro quadrado em São Paulo saltou de 7,2 mil reais em 2012 reais para 8,7 mil reais em 2013.
Moradores
Há dois grandes tipos de públicos para os imóveis de um dormitório: jovens, normalmente estudantes, que estão buscando a sua primeira casa; e profissionais que migraram de outra cidade, mas não pretendem fincar raízes no lugar em que trabalham.
Nos dois casos, essas pessoas procuram esse tipo de imóvel para ficar por um tempo determinado, normalmente em aluguel. Por isso, os imóveis ficam concentrados em regiões próximas de áreas comerciais ou de universidades.
"Há um terceiro perfil interessante para esse setor. Por ter valor menos elevado do que os imóveis de dois ou mais dormitórios, esse tipo de apartamento costuma ser comprado por quem começa a investir no setor imobiliário", lembra Leardi.
Tipos
Entre as opções de apartamentos com um dormitório, é possível encontrar na ponta mais econômica as quitinetes (ou conjugados): esse tipo de apartamento, com um único cômodo, integra cozinha, sala e quarto, além de um pequeno banheiro. Com, no máximo, 35 metros quadrados, as quitinetes são interessantes para quem quer gastar menos e ter garantias que a procura por aluguel será alta - desde que o imóvel esteja localizado em bairros centrais ou com muita procura.
Do outro lado, na ponta de custo maior, estão os lofts: esse tipo de apartamentos possuem um dormitório apenas, mas são bem amplos e tem desenho moderno, aproveitando o espaço de maneira mais inteligente. Neste caso, um único cômodo agrupa quarto, cozinha e sala, enquanto o banheiro fica separado. Eles são opção interessante para quem quer um público que não precisa de muito espaço, mas procura uma arquitetura diferenciada.
A última opção nesse setor são os flats: esse tipo de apartamento faz a junção entre condomínio e hotelaria, oferecendo para os moradores serviços como lanchonetes, lavanderias e arrumadeiras. Quanto ao tamanho, variedade é o que não falta. Os mais tradicionais costumam ter 25 metros quadrados a 66 metros quadrados úteis.
 
 
fonte: UOL Economia

Construtoras aplicam golpe em quem desiste de comprar imovel

Construtoras aplicam golpe em quem desiste
de comprar imóvel – UOL

 
Depois que foram anunciados os números de clientes que desistem da compra de imóveis comprados na planta, as construtoras se apressaram em encontrar culpados para o problema: desta vez, a culpa é dos bancos.
Segundo as empresas, que viram os distratos crescerem cerca de 30% no último ano, as restrições mais firmes impostas pelos bancos à concessão de crédito têm feito com que compradores não consigam financiar o imóvel e precisem desistir da compra.
Isso geralmente ocorre no momento da entrega, quando o imóvel está pronto para ser habitado. Nesse tipo de negociação o cliente, normalmente, paga diretamente à vendedora cerca de 20% ou 30% do valor do negócio durante a obra. O restante, que é maior parte, é quitado quando a construção é finalizada, por meio de financiamento bancário.
Se o comprador não conseguir a obtenção do crédito no banco, não tem muita saída e em muitos casos, desiste da compra. O cliente precisa devolver o imóvel que sequer chegou a receber (apenas pagou até então) e a construtora deveria lhe devolver os valores que recebeu. Mas não é bem assim que acontece.
É nesse momento, de maior apreensão do comprador, que mais um golpe é aplicado contra ele. Os contratos de promessa de compra e venda de imóveis na planta trazem diversas ilegalidades e armadilhas para os compradores, e uma delas é justamente a parte que trata das rescisões.
Os compradores [de imóveis] jamais devem ceder às ameaças e receberem valores que julgarem incorretosMarcelo Tapai, advogado especialista em direito imobiliário, sobre problemas com construtoras em caso de desistência de compra
Em regra geral, estão nos contratos que o negócio é irrevogável e irretratável – o que é ilegal – e dizem que em caso de inadimplência do comprador, o contrato se desfaz por culpa deste e as empresas reterão entre 70% ou 80% dos valores pagos.
Dizem ainda que reterão todo tipo de taxa e despesas e que devolverão o pouco que sobrar em parcelas, o que também é ilegal. Por fim, ameaçam o cliente, afirmando que a falta de pagamento e não aceitação dos termos propostos para desistência do imóvel implicará em medidas administrativas, como protestos e negativação do nome.
Aqui vale uma alerta muito importante: os compradores jamais devem ceder às ameaças e receberem valores que julgarem incorretos. O Tribunal de Justiça de São Paulo tem o assunto sumulado – resolve sempre da mesma forma essas questões –, decidindo que os compradores de imóveis na planta, mesmo inadimplentes, têm o direito de desistir da compra e rescindir o contrato, recebendo de volta os valores pagos corrigidos e em única parcela – podendo as empresas reter entre de 10% a 15% dos valores recebidos a título de verbas de administração.
A diferença é enorme entre a retenção de 70% a 80% pretendida pelas empresas e aquela assegurada pela lei e pela justiça. E por que a situação chega nesse ponto? Em muitos casos, pela falta de transparência no momento da venda dos imóveis. O cliente visita o stand da empresa e invariavelmente haverá um “sensacional” plano de pagamentos que torna viável a realização do sonho.
Independente do valor do imóvel e de quanto ganha o candidato a comprador, a magia das contas colocadas à sua frente o fazem acreditar que o negócio é possível e não oferece riscos. Convencido das vantagens da compra, pontos importantes são omitidos pelos vendedores, e pouco ou nenhum critério é adotado para avaliar a capacidade financeira do comprador.
Anúncios com parcelas menores do que o aluguel, e a venda sem consulta ao SCPC ou sem comprovação de renda se multiplicam por todos os cantos e induzem os compradores nessa situação a entrarem no problema. Simulações de pagamentos irreais completam o quadro das enganações praticadas.
"O desejo de vender de muitas empresas se sobrepõe ao dever legal de informar de maneira clara, provocando a devolução dos imóveis comprados na planta."
(Marcelo Tapai, advogado especialista em direito imobiliário, sobre falta de transparência das construtoras).
Importante salientar que durante as obras é possível que não haja restrições a compradores que tenham problema de crédito, pois as parcelas são pagas diretamente à construtora. Esta não corre nenhum risco, pois o imóvel não está pronto nem será entregue sem que a empresa receba 100% do valor total quando o imóvel estiver pronto.
Para que receba a totalidade, é preciso que o cliente obtenha um financiamento imobiliário e isso exigirá que apresente idoneidade financeira, sem restrições cadastrais, bem como renda suficiente para fazer frente aos pagamentos das parcelas.
No momento da venda, um bem treinado vendedor apresenta ao cliente uma simulação irreal, apresentando projeções com valores daquele instante, sem nenhuma projeção. Por exemplo, um imóvel de R$ 300 mil, com R$ 20 mil de entrada e 36 parcelas mensais de R$ 1.000, o saldo a financiar seria de R$ 244 mil, correto? Errado!
Isso porque o saldo devedor depois da entrada, R$ 280 mil, é corrigido mensalmente, e sempre sobre o valor total, pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil) cuja média é de 0,7% ao mês. Logo no primeiro mês o débito passa a ser de cerca de R$ 282 mil, e pagando-se R$ 1.000 o débito fica maior do que no início.
Neste exemplo, isso aconteceria durante 36 meses. No momento de financiar o imóvel, o cliente perceberá que pagou para empresa mais de R$ 60 mil e que seu débito a financiar é de mais de R$ 311 mil, ou seja, uma diferença a maior de cerca de R$ 67 mil.
Se no momento da compra a simulação do vendedor não levou em conta essa variação, o salário do cliente não será mais suficiente para que o banco aprove o crédito. Outro ponto a considerar é que o sistema financeiro é todo interrelacionado e empréstimos pessoais, CDC, empréstimos consignados ou carros financiados implicam em diminuição da capacidade financeira e reduzem o valor total que o cliente pode financiar, o que também não é dito na hora da venda.
Por isso, o desejo de vender de muitas empresas se sobrepõe ao dever legal de informar de maneira clara. Por agirem desta forma, provocam um problema futuro absolutamente previsível, que é a devolução dos imóveis comprados na planta.
Culpar terceiros é a forma como as construtoras justificam sua ineficiência ou tentam legitimar as ilegalidades que praticam. Até São Pedro já foi culpado. Excesso de chuvas, falta de mão de obra e dificuldades para compra de materiais estão entre as desculpas. O poder público, excesso de burocracia, demora para obtenção de licenças e alteração legislativas também são muletas que apoiam a incompetência. Agora os bancos. Quem será o próximo culpado?
 
 
 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

FGTS pode ser usado para quitar consórcio imobiliário

Foi mantida decisão que concedeu a um casal o direito de usar o saldo do fundo para quitar consórcio imobiliário.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014


“É autorizada a utilização do saldo de FGTS para pagamento de parte das prestações decorrentes de financiamento habitacional, bem como para liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor de financiamento imobiliário, nos casos de contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial, desde que atendidos os requisitos, na forma da regulamentação pelo Conselho Curador do FGTS.”

Com esse entendimento, a 6a turma do TRF da 1a região confirmou decisão da vara única de Aparecida de Goiânia/GO, que concedeu a um casal o direito de usar o saldo do fundo para quitar consórcio imobiliário.

O casal recorreu à Justiça após ter o pedido de liberação do FGTS negado pela Caixa Econômica Federal - CEF, gestora do fundo. O pedido foi concedido liminarmente e depois ratificado.

No recurso ao TRF, a CEF argumentou que houve inadequação da via eleita, uma vez que não teria sido cumprido o requisito da prova pré- constituída,“considerando que o suposto ‘direito líquido e certo’ viola previsão normativa expressa do conselho curador do FGTS”, que estabeleceu critérios para utilização do saldo da conta vinculada ao FGTS “para

liquidação ou amortização extraordinária de autofinanciamento imobiliário concedido no âmbito de consórcio imobiliário, cujo bem já tenha sido adquirido pelo consorciado”.

Entretanto o relator, desembargador Federal Jirair Aram Meguerian, observou que nenhuma das preliminares levantadas pela Caixa foi capaz de abalar os fundamentos da sentença.

Destacou ainda que o § 21 do art. 20 da lei 8.036/90 estabelece que a conta vinculada do trabalhador no FGTS pode ser movimentada para pagamento de parte das prestações ou liquidação ou amortização extraordinária do saldo devedor decorrentes de contratos de participação de grupo de consórcio para aquisição de imóvel residencial.

O magistrado acrescentou também que a jurisprudência do Tribunal é pacífica “no sentido de se atender ao fim social da norma, não sendo razoável, como no presente caso, que, atendidos todos os demais requisitos, apenas entrave burocrático venha a obstar a consecução do quanto ali previsto”.


Como usar sua carta de crédito no consórcio

Você sabe como usar a carta de crédito do consórcio? Se você foi contemplado, saiba que vai receber esse documento, que será usado para a compra do bem que foi estipulado no contrato. Vale dizer que para fazer uso da carta de crédito, o consorciado que a recebeu deve apresentar garantias ao grupo do consórcio.

Essa exigência, inclusive, deve constar no contrato, sendo legal e estipulada pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac). Então, depois de receber a carta de crédito, chega a hora de comunicar a sua opção de compra à administradora, o que deve ser feito de modo formal, por meio da apresentação dos dados do vendedor, como nome, endereço e CPF ou CNPJ.

Outra informação importante que deve ser repassada à administradora do consórcio diz respeito às características do bem ou serviço a ser adquirido, além das condições de pagamento acordadas entre você e o vendedor. Lembre que o consorciado tem o direito de usar até 10% de seu crédito para pagamento de despesas vinculadas à compra.

Para saber como usar a carta de crédito do consórcio, o contemplado pode ainda utilizar o saldo da sua conta vinculada ao FGTS para completar a soma em dinheiro, mas apenas se o imóvel for residencial. Entre os direitos do comprador que tem em mãos a carta de crédito está ainda a possibilidade de solicitar a conversão do crédito em dinheiro, após 180 dias da contemplação.

O que fazer e como usar a carta de crédito do consórcio

Os consórcios são formas de conseguir dinheiro, muito usadas pelos mais diversos perfis de consumidor. Ao ser contemplado, o consorciado pode resgatar o valor para comprar o que quiser, inclusive quitar um financiamento ou até mesmo não pegar o dinheiro na hora, se preferir esperar. Dessa forma, existem duas opções de consórcio, sendo uma delas aquela em que o consorciado contemplado adquire o produto ou o serviço do consórcio, em geral veículos e imóveis. Outra possibilidade é esperar o consórcio acabar e ficar com o dinheiro investido.

Quando os consórcios são imobiliários e você é contemplado, é possível tanto comprar o bem desejado, conforme a carta de crédito, como quitar um imóvel que está financiando. Assim, você pode terminar de pagar as parcelas do mesmo. E como já exemplificado, há situações em que o sorteado decide que não quer mais gastar o dinheiro do consórcio com o carro, outro veículo, ou imóvel que pretendia comprar quando entrou no grupo. Para essas ocasiões, o correto é que a administradora deposite o dinheiro na conta do contemplado. No entanto, é preciso aguardar seis meses após o final do consórcio para retirá-lo. A vantagem é que esse valor fica em uma conta poupança, rendendo juros ao consorciado.

Agora que você sabe como usar a carta de crédito do consórcio, basta escolher a melhor opção para o seu caso.


Clipping ABAC 


http://abac.org.br/servicos/clipping/setembro2014/16_09_14/pontoxp.pdf

Aumenta contemplações de veículos pesados no consórcio

Clipping ABAC

http://abac.org.br/servicos/clipping/setembro2014/16_09_14/folha.pdf

Rodobens lança consórcio de imóveis na Argentina

Empresa lança consórcio de imóveis na Argentina

Depois de mais de vinte anos de atuação na Argentina no segmento automotivo, a Rodobens passou a oferecer na semana passada também planos de consórcios de imóveis, como no Brasil.

"Apesar do ambiente macroeconômico difícil, avaliamos que deveríamos estender a atuação para o imobiliário", disse por telefone, de Buenos Aires, João Batista Araújo, diretor da Rodobens Consórcio Internacional.

Nos últimos dois anos, a companhia fez pesquisas de mercado sobre a demanda para os produtos.

"Encontramos muito interesse em comprar imóveis. As pessoas veem no consórcio possibilidade de fazer um investimento seguro e proteger seu dinheiro. Os argentinos ainda têm o costume de ter economias em casa e em dólar", afirmou Araújo.

De início, a empresa argentina Rodobens Plan de Ahorro terá imóveis em torno de US$ 60 mil, com prazo de até 96 meses de pagamento, com 192 participantes.

A meta inicial da empresa é formalizar 800 contratos no primeiro ano e comercializar US$ 50 milhões (cerca de R$ 117 milhões) em créditos.

"Seremos a única empresa a operar em todo o país."

A Rodobens, que tem 200 funcionários na Argentina, fez parcerias locais e contará com 40 imobiliárias para oferecer seus consórcios. Mas já pensa em ampliar os canais de distribuição.

"Nossa estratégia é lançar o produto e depois iniciar a negociação com bancos argentinos", acrescentou.

Clipping ABAC

 http://abac.org.br/servicos/clipping/setembro2014/16_09_14/Folhadesp.pdf

Faltam 8 dias para o Boat Show São Paulo